Eu sou DDA
Aos 26 anos, depois de passar muito tempo sem saber o que me incomodava tanto, sem nenhuma explicação, descobri por acaso que tenho DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção).
Como tantas outras pessoas que tem DDA, fui taxado de preguiçoso, relapso, lesado, “avoado”, que sonha acordado, dentre outras tantas denominações para as características desse distúrbio, e isso é ruim, ainda mais quando você quer melhorar, e não sabe o porquê de nunca conseguir.
Procurei um psiquiatra para ter um diagnostico, e depois de uma conversa ele afirmou com absoluta certeza que eu tenho DDA. Não sei se na hora foi um baque ou um alívio, acho que a segunda opção, pois a angustia de saber que algo estava errado com você, mas não saber o que é horrível.
Comecei a ler mais sobre o distúrbio e também a conversar com outras pessoas que o tinham, para me interar sobre o tratamento e se alguém conseguiu ter melhoras significativas, e assim ter uma vida “normal”. Muitas destas pessoas já tinham começado o tratamento com um psiquiatra ou com um neurologista, pois pra quem não sabe esse distúrbio é um transtorno neurobiológico crônico, na sua grande maioria de origem genética.
Nos portadores do Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) os neurotransmissores, dopamina e noradrenalina (substancias químicas do cérebro que transmitem informações entre as células nervosas) encontram-se diminuídos, fazendo com que a atividade do córtex pré-frontal seja menor. É uma disfunção neurobiológica.
Algumas características de um DDA são:
-Dificuldade de concentração
-Distração
-Dificuldade em ouvir
-Falta de controle dos impulsos
-Desorganização
-Tendência ao adiamento de tarefas
-Sonhar acordado
-Falta de perseverança
-Tendência a executar várias tarefas ao mesmo tempo, deixando muitas inacabadas
-Falha na organização de tempo e espaço – dificuldade de planejamento
-Problemas de memória a curto prazo
-Dificuldade para lidar com regras sociais
-Falhas de julgamento, interpretações errôneas
-Dificuldade em expressar sentimentos
-Ansiedade crônica
-Tédio, apatia, falta de motivação
-Hiperatividade
-Dificuldade em aprender com a experiência
Enfim, o que quero com isso é mostrar que esse distúrbio tem tratamento, e que se você que está lendo isso possui as características de um DDA, e sempre esteve agoniado com traços de sua personalidade que o incomodam, então procure um especialista e vá se tratar diabo!
Fonte: Universo TDAH















Cara, eu teho DDA. Descobri após ler artigos sobre um assunto o que me motivou a procurar ajuda médica meses depois. O meu maior temor é ser taxado de preguiçoso e descompromissado, algo que não sou. Por isso luto diariamente pra me manter sempre em atividade, concentrando em realizar todas as tarefas, uma por vez, sem deixa-las pelo caminho. No inicio foi bem complicado, mas hoje, acho que ja to conseguindo lidar com isso.
e ai, baixou o death magnetic? gostou? “metaleiro” era no sentido perjorativo mesmo hehe
Sim, baixei o death magnetic, e quase chorei! rsrs
Parecia que estava revendo um amigo que a 18 anos não via.
Ser DDA é um eterno devaneio…é lasca, mas tem que lidar.
tu é um doido isso sim. hehehe.
é tão bom encontrar respostas para nossos defeitos.
tou brincando querido, acompanho a sua descoberta desde o início. Te cuida viu? e cuidado para não se viciar na droga.
Que triste descobrir isso ao 26 anos, mas para ciência ela é uma “doença” com diagnóstico rescente. Eu desobri o meu aos 12 hoje ja tenho 18 faço acompanhamento com neurologista e ja fiz com psicopedagoga, hoje tomo medicação controlada. E pra servir de consolo dizem que pessoas que sofrem de TDAH ou DDA tem um QI mais alto, ou seja a gente é inteligente mas só usamos nossa inteligência para aquilo que nos intereça.
Boa sorte e veja que com os tratamentos certos as coisa se tornam mais “fáceis” como é para as outra pessoas.
A partir de pesquisas a respeito do assunto, percebi que meu namorado pode ser um portador de DDA. Ele reúne todas as características do distúrbio: não se concentra, faz muita coisa ao mesmo tempo (mas não consegue concluir nenhuma), passa sempre a impressão de que não se compromete com nada, é muito desorganizado, esquecido, não persevera, não consegue fazer planos concretos de longo prazo, se perde em devaneios… Agora vou tentar convencê-lo a procurar tratamento. Até porque isso pode melhorar bastante nossa relação, que também é complicada exatamente por ele não conseguir manter o apego ou controlar o comportamento intempestivo.
Abraço!
Quem pode descobrir se tenho DDA ?! Psicologo, Psiquiatra, neurologista?!
Já ouvi relatos de todos os tipos, e alguns acharam as respostas e foram disgnosticados em uma dessas 3 areas. Comigo foi psiquiatria mesmo.
Boa sorte
Existem muitos outros tratamentos hoje em dia ,além do medicamentoso. Apesar de não ter TDAH, trabalho com isso,sou neuropsicológa. Uma avaliação neuropsicológica pode auxiliar para fechar o diagnóstico e para preparar uma reabilitação neuropsicológica para o sujeito acometido por TDAH. Na reabilitação o indivíduo aprende de forma funcional a viver e lidar com as dificuldades de atenção e organização. Vale a pena se informar sobre isso!(npsi.com.br) abraços Larissa